Já reparou que o seu cão demora mais tempo a levantar-se? Ou que deixou de correr, saltar ou brincar como antes? Que há patas que lambe mais mas não tem nenhuma lesão de pele? Ou que tem menos massa muscular? Ou até arfa sem motivo aparente e muda muito de posição mesmo deitado? Estes são todos sinais de DOR.
A displasia da anca é um problema comum em cães e tende a desenvolver-se de forma progressiva numa artrose (deformação óssea).
O que é a displasia da anca em cães?
É uma doença de origem genética (herdada) ou congénita (malformação embrionária) que consiste numa má conformação articular do osso do fémur e/ou do osso da anca.
Essa má conformação pode e é caracterizada por graus (de A a E) que indicam o nível de deformação e, de alguma forma, indicam a predisposição para a artrose dessa articulação. Essa artrose surge porque a instabilidade articular é afetada pelo grau de deformação e por outros fatores que a agravam: excesso de peso, alimentação deficiente em nutrientes, má hidratação, problemas hormonais e até o piso e estilo de vida (sedentário ou ativo).
Dependendo do grau, pode evoluir de forma silenciosa, com pequenos sinais que passam despercebidos, até começar a impactar a mobilidade, o conforto, o comportamento do animal e mesmo o funcionamento de outros órgãos.
Compreender o que está a acontecer no organismo do cão é essencial para atuar de forma consciente na prevenção e no tratamento. É um mito que a artrose na anca é mais frequente apenas em cães de porte médio e grande; basta compreender que os fatores que contribuem para o seu aparecimento vão muito além da genética.
Sinais e sintomas mais comuns
Os sinais de displasia ou artrose da anca podem variar bastante, porque os animais não são todos iguais. Os seus metabolismos e a forma como expressam a dor são diferentes.
É preciso compreender que a articulação da anca (como todas as outras) é mais do que apenas dois ossos a interagirem. A articulação é um ecossistema onde vários fatores desempenham um papel fundamental:
Líquido intra-articular
Ligamentos e tendões
Músculo
Sistema imunitário
De acordo com a nossa abordagem através das Matrizes Orgânicas, estes são os padrões que observamos e que poderá facilmente identificar no seu animal:
Matriz Orgânica
Como manifesta
Como está a articulação
Indicação Toula
Tolerante
Queixa-se de forma subtil, lambe as patas, fica mais parado, tende a ter excesso de peso, muda de posição por dormência.
Geralmente, por ser tolerante, quando é radiografado mostra sinais avançados de artrose. Exige especial atenção para diagnóstico precoce.
OsteoarticularAjuda no controlo de peso tornando a digestão mais eficaz; melhora a hidratação articular (menor dor, maior mobilidade).
Emocional
É muito sensível à dor; pequenas alterações causam muita dor.
Pode apresentar apenas ligeiras alterações ao raio-X e, mesmo assim, experienciar muita dor. Tende a ser desvalorizado e isso é um erro.
Muscle BoostAjuda a manter uma boa circulação e massa muscular essenciais ao controlo de inflamação e da dor.
Observador
É pouco expressivo, isola-se, mostra-se apático, arfa ou suspira muito.
A articulação pode mostrar sinais degenerativos maiores do que os sintomas comportamentais fariam imaginar.
Immune JointControla a inflamação, apoia a regeneração articular e diminui a dor.
Protetor
Quando tem dor mostra-se medroso e por vezes reativo. Tenta esconder a dor e esconder-se. Tende a ter dor lombar.
É o que tem mais predisposição às malformações genéticas e é importante tratar mesmo antes de ter sintomas.
Immune JointControla a inflamação, apoia a regeneração articular e diminui a dor.
Explorador
Agressividade geral e ao toque é a forma como mostra a dor; rabujento ou reativo.
Pode ou não ter artrose, o local da articulação que mais dói é o ligamento interósseo (por vezes não avaliado ao raio-X).
Ligament & TendonsFortalece o ligamento interósseo, desinflama o interior da articulação e controla a dor.
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Fórmulas direcionadas para regeneração, hidratação e suporte muscular consoante o perfil do seu animal.
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Outros sinais a ter em conta:
A observação menos pormenorizada mostra que há comportamentos que são recorrentes, tais como:
Dificuldade em levantar-se após estar deitado
Rigidez ao acordar
Menor vontade de correr ou brincar
Dificuldade em subir escadas ou entrar no carro
Marcha alterada ou mancar ocasional
Redução da tolerância ao exercício
Em muitos casos, estes sinais surgem de forma gradual e são confundidos com cansaço ou envelhecimento natural. Reconheça a Matriz Orgânica do seu animal e a forma como ele manifesta o desconforto, e entenda o que ele lhe comunica desde cedo.
Porque é que este problema tende a agravar-se com o tempo?
Quando a articulação não funciona de forma equilibrada, o organismo entra num estado de inflamação contínua. Com o tempo, essa inflamação afeta não só a articulação, mas também os músculos, os ligamentos, a circulação sanguínea, o sistema imunitário e mesmo a coluna, devido à compensação de carga efetuada pelo animal.
A dor articular não afeta apenas as articulações!
Como apoiar as articulações do cão antes dos sintomas
A prevenção da displasia da anca passa por apoiar as articulações e os tecidos de suporte de forma contínua. O objetivo não é apenas responder à dor, mas sim ajudar o organismo a lidar melhor com o desgaste natural e a inflamação associada ao movimento, conhecendo as tendências individuais de cada animal.
O apoio articular contínuo contribui para reduzir processos inflamatórios, promover maior conforto, apoiar a mobilidade e atrasar o agravamento dos sinais, especialmente em cães com predisposição genética ou que já apresentam sinais subtis de desconforto.
A Anatomia da Dor
É importante lembrar que a dor é uma experiência sensorial e emocional que precisa de ser compreendida para ser corretamente tratada. Quando os animais apresentam quadros crónicos de dor, o sistema nervoso, imunitário e circulatório estão profundamente afetados.
É por isso que atuar diretamente nos recetores neurológicos é essencial. O Full Balance, o Antioxidant Boost e o Stop Itch são aliados terapêuticos vitais neste processo.
Estas formulações atuam de forma sinérgica no sistema endocanabinóide do animal. Ao estimularem estes recetores (presentes em múltiplos órgãos e no sistema nervoso), conseguem "desligar" o sinal de alarme contínuo do corpo, promovendo um profundo controlo da dor e da inflamação generalizada, complementando na perfeição os suplementos articulares listados na tabela acima.
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Prevenir é mais do que esperar que apareça dor
A prevenção não significa esperar que os sintomas se tornem evidentes. Significa observar, compreender e apoiar o organismo de forma contínua, respeitando a individualidade de cada cão.
Quando o cuidado é consistente e ajustado ao perfil do animal, o corpo ganha mais capacidade para responder ao esforço diário, recuperar melhor e manter a mobilidade por muito mais tempo.
Como integrar este cuidado na rotina do seu cão
Integrar este tipo de apoio no dia a dia do cão é simples e faz parte de uma abordagem consciente ao bem-estar. Pode ser feito de forma contínua, em conjunto com a alimentação diária, sem interferir ou causar stress na rotina do animal.
A consistência é um dos fatores mais importantes para que o organismo beneficie verdadeiramente deste tipo de cuidado ao longo do tempo.
Conclusão
A displasia da anca não surge de forma repentina. O corpo do cão dá sinais muito antes da dor se tornar limitante, seja através da mobilidade, seja através das suas subtis alterações de comportamento.
Ouvir esses sinais e adaptar o apoio às necessidades específicas de cada animal é uma das formas mais responsáveis e empáticas de cuidar da sua qualidade de vida, hoje e no futuro.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um médico veterinário. Cada animal é único e deve ser acompanhado de forma individualizada e integrativa.